quarta-feira, 5 de outubro de 2011


Palestrante: Renata Pimentel

A professora do departamento de Letras da UFRPE, Renata Pimentel, foi a terceira palestrante do seminário múltiplas escritas, coordenado pela professora Tany Monfredini no 1° período do curso de Ciências Sociais. Renata conta sobre o surgimento de sua paixão pela escrita e leitura, partindo de como ela foi apresentada ao livro Lavoura arcaica, livro que a levou a conhecer seu autor, o escritor Luiz Fernando Carvalho.

Renata também, assim como os outros palestrantes do múltiplas escritas, compartilha com os ouvintes sua história acadêmica e suas produções, atentando para o seu livro intitulado: “Copi: transgressão e escrita transformista”. A professora fala sobre a vida e obra do ficcionista, dramaturgo, ator e cartunista argentino Raúl Botana, mais conhecido como Copi e como se deu o interesse e o processo de pesquisa para a construção desse livro.

Renata Pimental trás em seu discurso questões que dizem respeito à “autonomia do texto acadêmico”, “limitação da academia” e “limitação na criação”. Ela questiona algumas barreiras que há na elaboração de produções acadêmicas, o que, na visão da professora, limita o autor e impede-o de trazer algo novo e ungido de criatividade e interesse do mesmo. Parafraseando Renata em um determinado ponto de sua fala, ela diz: “A gente tem que construir a escrita na academia daquilo que nos é oportuno”. A frase em aspas é o eixo da sua explanação a respeito da multiplicidade que a escrita tem na vida acadêmica de um universitário.

(Por Thiago Augusto)

Palestrante: Samarone Lima

O jornalista e escritor Samarone Lima foi o segundo palestrante do seminário múltiplas escritas. O escritor falou inicialmente da sua vinda para Pernambuco, entre contos com teor cômico e narrativas de vida, ele deu sequência expondo como desenvolveu-se seu processo acadêmico. O jornalista que é autor de Zé, Clamor e viagem ao crepúsculo, seu último livro, dividiu com os alunos ouvintes a história da gênese e processo de construção desses livros, embasado na idéia da importância do Jornalismo Literário para com a escrita acadêmica.

Samarone conta no decorrer de sua fala como foi sua ida a Cuba, onde, dessa viagem, surgiu o livro viagem ao crepúsculo, construído como uma antirreportagem, sem fontes oficiais, investigações, levantamentos de dados ou, nem mesmo, perguntas. Este método do qual o autor se valeu para dar mais vivacidade ao livro, contemplando os anseios e opiniões dos Cubanos em relação ao modelo político/econômico em que estes “repousam” foi preponderante para a liberdade literária que forneceu subsídios para a materialização do livro supracitado.

O autor de viagem ao crepúsculo ainda fala na sua narrativa do estranhamento que há quando se perpassa a “Cuba para turista ver”, ou seja, quando o turista se envolve com os Cubanos e percebe, segundo Samarone, que a propaganda emanada do governo Castrista não condiz com a realidade que paira sobre a vida dos cubanos.

Samarone deixa com sua exposição a noção de que a construção textual além de padronizada pode ter múltiplos arquétipos, portanto que a idéia central seja exposta e configurada de maneira sólida, coesionando as matérias que uma boa história fornece ao produtor textual.

(Por Thiago Augusto)

Palestrante: Kalina Vanderlei

“Doutora em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professora da Universidade de Pernambuco (no Departamento de História da Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata e no curso de mestrado em Hebiatria da Faculdade de Odontologia de Pernambuco). Autora do Dicionário de conceitos históricos, publicado pela Editora Contexto”, Kalina Vanderlei foi a primeira palestrante do seminário múltiplas escritas coordenado pela professora, mestre e doutora Tany Monfredini. Seminário este, dividido por três exposições, das quais, como dito, Kalina iniciou com suas explanações a respeito da escrita no mundo acadêmico. As exposições subsequentes, foram palestradas pelo Jornalista Samorone Lima e a professora Renata Pimentel.

Kalina inicia sua fala compartilhando com os ouvintes sua experiência com a escrita, desde seu ingresso na academia até os dias que precedem o seminário múltiplas escritas. Sua trajetória acadêmica está estreitamente ligada com o ato de escrever, e ela não ignora isso quando trata de suas inspirações para o desenvolvimento do trabalho científico. A doutora em história em alguns pontos de sua fala parece dar dicas de como “sobreviver no mundo acadêmico”, termo usado pela mesma na possível intenção de fazer com que os ouvintes percebam que a leitura assídua e a boa escrita são essenciais para o sucesso no âmbito acadêmico. A paixão pela escrita, segundo kalina, deve ser diretamente proporcional a paixão pela leitura, essa simbiose proporcionaria tanto o sucesso, dito acima, quanto o desenvolvimento do trabalho científico, que seria conseqüência do ler e escrever do pesquisador.

Kalina ainda expõe aos presentes seus livros cuja temporalidade situa-se basicamente nos séculos XVII e XVIII, período em que ela vem especializando-se e, do qual, saem os interesses de suas produções textuais. Ela ainda compartilha seu “namoro” com a praia de Maracaípe, litoral sul de Pernambuco, e confessa que é desta praia que suas inspirações são animadas para o esboço daquilo que venha a ser suas futuras produções. A idéia de inspiração está presente em boa parte do discurso da doutora em história e parece ser o cerne do mesmo, onde buscar escrever sobre aquilo que se tenha interesse é a melhor forma de produzir bons trabalhos científicos.

(Por Thiago Augusto)