
Venho por meio desta, lhes notificar sobre o conto mais inesperado dos últimos anos. Conto este, que o Machado de Assis o José de Alencar ou até mesmo o Mestre Alípio, o mestre do Besouro, não teriam pensado em 500 anos de Brasil.
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É necessário informá-los que esse conto é verídico e todas as personagens e lugares mencionados aqui são reais.
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O ápice desse conto se passa às 1h da manhã de um sábado do dia 07/11/2009 na Avenida Abdias de Carvalho de fronte ao Clube da Chesf. A personagem principal que até a alguns minutos antes da hora-ápice se munia de todos os estereótipos e paradigmas de um ``MACHÃO´´ , atende pelo nome de Madson Bezerra, o TICCO.
O TICCO, um típico transeunte, desses que você vê passando de calças surradas, camisas regatas, cigarros e boné é o nosso herói. Ele, que é oriundo de Pernambuco e corresponde aos traços miscigenados de crioulos e tapuias, dando ar ao fenótipo ``Nordestino cabeça chata´´, é que nos presenteia com esse conto digitalizado acerca de suas desventuras. Uma marolinha, diante do tsunami que são as compilações de todas as suas histórias – Como diria o Mr. Presidente Lula -, mas uma marolinha que se faz necessária relatar neste espaço.
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A seguir: o dia em que o macho virou homem...
Éramos 6 naquela noite, posteriormente estaríamos em 5 com a deserção do nosso amigo TICCO. 8 horas antes do ocorrido eu recebera o meu remunerado salarial e em seguida ligara para o meu amigo Gabriel, convidando-o para ``Tomarmos uma´´. Ele, do outro lado da linha, fadigado por sua jornada de 4 horas de trabalho, sinalizou positivamente com o nariz e respondeu-me: - Topo, topo, vamos cair para dentro – Confirmando, assim, a nossa ida ao sofisticadíssimo e tradicional camarão do Léo, Algumas horas depois eu me arrumara para ir ao tal barzinho, quando, de repente, ouço a voz eufaniana de um atabalhoado compadre, cujo o vocabulário erudito possuía mais de 150 verbetes catalogados no Aurélio.
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Perguntando-me – E aê... Raí sair pra onde maxo*? – Era o TICCO, na porta de minha propriedade..
Fomos os dois ao encontro do Gabriel no intuito de irmos todos ao mencionado bar. Ao nos unirmos, ligamos para um 4° amigo, o Harmando, um homúnculo cujo o biótipo nos remete a um Robbit das fábulas epopeicas de J.J. Tolkien. O harmando nos dissera que nos encontraria no caminho, então, fomos em direção ao nosso objetivo. Logo em frente, no cruzamento da Rua Dona Maria Augusta Nogueira com a Avenida Abdias de Carvalho, encontramos um 5° amigo, o Celso, uma figura de aparência polarizada e um tanto quanto ambígua, que nos remetia a um ator mirim de novelas, homogeneizado com um dos personagens de Fudêncio e seus amigos. Juntos, encontramos logo mais a frente o Harmando e seguimos ao bar...
Bebemos e rimos das mais variadas anedotas, uma reunião típica e saudável, o TICCO imbuído pelo seu espírito orador nos ensinara a diferença de um homem e um macho, lembro-me de ver o rubro em seus olhos decorrentes da absorção de tabaco e levedura. A hostilidade com que ele antagonicamente desfragmentava às suas idéias na roda fraterna nos mostrava o seu caráter NEO-FUNDAMENTALISTA-TICCOCISTA, louvável a qualquer um que tenha concluído o ensino médio no colégio Othon Paraíso.
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Resolvemos ao cabo de algum tempo irmos ao bar da fava, onde a cerveja era gelada e o ambiente mais convidativo à saúde financeira de todos, o TICCO titubeou em não ir, mas deu-se por vencido.
Eram quase 1 hora da manhã, andávamos a pé e ríamos em uníssonos, O TICCO ainda trazia consigo a alegoria do homem e do macho. Ele realmente quase nos convencera do que propunha, quando, de repente, um automóvel branco, com dois homens aproximaram-se de nós, estávamos de fronte à Chesf, não tínhamos percebido o perigo iminente, mas o TICCO não... Ele havia notado algo atípico, estranho. O TICCO trajava um boné azul, um blusão branco, calça, sandália e havia um cigarro em sua mão esquerda. A menos de 8 metros, os dois homens desceram do automóvel, um deles apontando uma arma de calibre desconhecido para nós, enquanto o outro nos pedia freneticamente para pararmos e pormos as mãos onde lhes fossem cômodo. Neste instante dar-se início a um inimaginável acontecimento do qual se tem notícia, desde o fenômeno da Estafanie do CrossFox.
TICCO, movido pelo ímpeto do seu instinto de Homo de Neanderthal nos deixou com as mãos nas cabeças de fronte ao paredão e CORREU... CORREU compulsivamente daquilo que para ele seria um acerto de contas, uma queima de arquivo ou uma cocó como ele costuma dizer.
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O nosso herói atravessou as duas faixas da avenida sem olhar para trás, levando consigo apenas um cigarro e o objetivo de ser o único sobrevivente de uma suposta chacina. O sentimento fraterno já não mais fazia parte do seu âmago – Fernando Anitelli diria: a cria que se crie, eles que se danem – TICCO, abruptamente adentrou naquilo que seria uma viela e que ficara a poucos metros da ocorrência. Ele não titubeava, queria chegar logo em seu esconderijo. Nesta viela, carinhosamente chamada de beco do cocô, já não haviam mais transeuntes que atrapalhassem a sua incursão.
Ele chegara em seu esconderijo, estava são e salvo, nele pairava agora um sentimento ambivalente, comum a todos nós, ofegava compulsivamente e construía em sua mente premissas para um argumento convincente. A todo o momento sentia-se não fudido, não subjugado, não parte de uma estatística. TICCO, o nosso herói, não morrera!!!
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Enquanto a nós... Nós fomos revistados pela partícula dos 15% do contingente dos policias civis que não estavam em greve naquela noite.
Aeew, novo blogueiro na aréa hehe, tou te seguindo brother, e massa a primeira postagem hehe, flw irmão :D
ResponderExcluir50% fatos verídicos...eu não possuia 150 verbetes..kkkk...e na conversa sobre Marcho x Homen...a todo instante eu me referia que era Homen kkkkkk.
ResponderExcluirMas vamos lá deixa eu dar o outro lado da história. era 1 da manhã, passou um UNO branco, com 4 elemnetos super malas, encarando agente, e derrepende um deles sai com a arma na mão sem se identificar e pedindo pra agente parar. em outras palavras qualquer um pensaria que era um assalto. em frações de segundo eu tive a percepção que daria pra todos correrem e atravassar a br ja que estava vazia ( 1 DA MANHÃ ) e o carro estava longe da gente, não daria pra eles nos pegarem, na hora eu gritei CORRE GALERA QUE È COCÓ, harmando que estava perto de mim por sua vez fez que ia correr,pensei eu que o resto viria atrás, prontamente eu comecei minha carreira, mas percebi que harmando pararia segundos depois, e PAREI, e gritei BORAAAA...e foi nessa hora que percebi que estava numa encruzilhada. Pois quando eu comecei a correr o Mal elemento apontou a arma pra mim, se eu volta-se concerteza seria assaltado ou até mesmo morto pelo "afoitismo" e se eu continua-se a correr poderia levar um tiro nas costas. 2 contra 1. a 2° opção me pareceu mais viável. e corri...corri que nem zen bout me pegava...a todo momento corria, olhava pra tras e pensava no que estaria acontecendo...pensando apenas em chegar em casa e ligar pra policia....levei 2 minutos pra correr aproximadamente 1 kl...quando chguei em casa os caras ligaram pra mim explicando que tava tudo bem.
agora imagina se eu nao continuo a correr? o que poderia me acontecer? os policias tinham recebido uma denuncia de drogras, iriam me castigar pra cacete por ter tentado fugir...além de me revista até o mais fundo e nebuloso orificio. atras das drogras....
uns dizem que eu fui Frouxo...eu digo que fui Homen kkk...
ASS: TICCO
Adoro essa história... Tu escreve bem muleque!!
ResponderExcluirxD so conhecendo ticco pra ver q tu historia eh imensamente verossimel...
Galera, desculpa aew alguns erros de concordância, só agora que percebi =/
ResponderExcluirThiii, Muito bom o blog e a historia nem se falaaaa.....
ResponderExcluirVocê tem jeito pra coisaaaa. continue e melhore cada vez suas habilidades atraves desse blog.
bjusss
Isso já virou a "Lenda Tico". A clássica estória do homem que "não é macho". Brincadeira. :P
ResponderExcluirMto foda =)
ResponderExcluirviajei pa carai =)
Eu acredito que de tanto ler Machado de Assis já criei uma espécie de profilaxia contra os romances e contos deste escritor. A última vez que fui "envenenado" pelo autor de Dom Casmurro foi no conto "A Cartomante" que, a meu ver, é o melhor conto dele incontestavelmente. No início da tua narrativa houve a promessa de que o desenlace de teu conto fosse "inesperado" como tu mesmo disse. Não conseguiu. Completamente previsível, uma vez que o conto é baseados em dados reais. TICCO fugiu e como quem escreve é também personagem da história, logo, não é só TICCO quem se safou dessa, você também. Resta só os demais. Alguns signos no texto tornou ele previsível. O tom de galhofa (auxiliado pela ironia) deixou claro que o final seria, no mínimo, cômico. Vi também os erros de concordância verbal. No entanto, é impressionante como este enredo é gostoso de ler. Irônico e pilhérico, esta história com "H" maiúsculo é bem melhor do que algumas que já li de escritores até conhecidos. Declaro, desde já, ser contrário a opinião de um dos comentários acima, o de que é preciso conhecer TICCO para perceber o quanto é verídico este conto. Ledo engano da comentarista. Na Literatura, é necessário que se tenha fatos e detalhes que tornem tal história (estória) verídica. É o que Aristóteles chamará de "verossimilhança" no seu livro "Arte Poética". Não conheço TICCO e já sou íntimo dele. É como se já o conhecesse há muito tempo e percebido seu caráter. Além disso, o texto é leve e com frases fantásticas que levam o leitor ao riso. Parabéns "Chicão" pela postagem. Não sei se tu já me adicionou por aqui. Só para constar não sei adicionar alguém, acredite! auhauh Adiciona-me então.
ResponderExcluirisaacmeloselecionados.blogspot.com
Abraço!
Prof. Isaac, mestreeeeeeee
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirViro blogueiro agr foi?,vei teu blog ta massa.
ResponderExcluirAdorei a primeira postagem :P
bjão
Só corrigindo alguns erros meus também.
ResponderExcluir"Irônic[a] e pilhéric[a], esta história..."
"Declaro, desde já, ser contrário [à] opinião..."
Abração Thiago
Thiagoo, muito massaa pow! viajei agoraa.
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkk, quee ondaa essas aventuras de vcs.. me acabei de rir agoraa.
Beijo
Isaac, tu pode hehehe
ResponderExcluirAhh galera, o segundo comentário é do próprio Ticco, dando explicações para o ocorrido =D
ResponderExcluirbUCólicO...RS
ResponderExcluirD uma História: Conjunto de eventos factuais, sucessões e práticas q se deram ao longo do tempo num determinado espaço. É Aquilo q todos nós podemos contar como reza a lenda, contam fofoca e etc hehe. Dessa História migrou para uma aréa ñ tão renomada rsrs q é a Históriografia: Narrativa dos fatos, da ação do homem para a construção da história. A história da história. No caso aí, é a interpretação dum indivíduo para com os fatos. O senhor eminente Prof. Isaac e futuro lingüista hehe sabe mt bem e com elegância fazer isso!
ResponderExcluir.
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Ass:Gabriel Góes =)
eaê melhor Bloge do mundo paê;D
ResponderExcluirCara.... PARABÉNS!!!
ResponderExcluirQUANDO TIVER PENSANDO EM POR TUAS IDÉIAS NAS TELAS CONTE COMIGO.... kkkkk.
Vlw Chico.
Um forte abraço e um grande bju nesse CORAÇÃO que eu sei o tamanho que tem.
Fica com Deus e Sucesso sempre.
Muito Louco Essa Historia Chicão. Fica Na Paz. Da Proxima Vez Tico Corre Não Pow kkkkkkk
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirkkkk, grande homen o TICCO!
ResponderExcluirparabens pelo blog!
bjus =D
by.: Monise ferreira
mozão muito boa a história ou melhor a forma que você narrou os fatos,parabéns você tem o dom de escrever e criar,continui...assim pois chegará longe bjs te amo.
ResponderExcluircara...legal pra caralho..como te disse...
ResponderExcluir...é o proprio Ariano..ksksksks
Grande Chicão,
ResponderExcluirapós as primeiras linha já me tornei seu fã.
muito bom, muito bom mesmo e to divulgando pra todo mundo que conheço.
Parabéns e Abraço parceiro.
Chicão, muito boa essa história..kkk
ResponderExcluirTu escreve bem demais.. adorei!
Vou ficar te acompanhando.. Xero!
Oupa Ju, vlwsss, seja muito bem-vinda! =D
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